Conselhos sobre a profilaxia médica canina

Devemos proteger o nosso amigo de estimação e a nós próprios. Logo no útero da mãe o feto pode estar sujeito a infecções e infestações. Assim devemos protege-los, focando a profilaxia na mãe e acompanhar a sua gestação. Depois do nascimento estes cuidados de saúde, além da mãe, passam a incluir os cachorros.

O programa profiláctico dos cachorros que se aconselha, em regra, é o seguinte:

Uma vez que as infestações por parasitas podem ocorrer numa fase muito precoce da vida do cachorro (como anteriormente já foi dito que pode ocorrer infestações intra-uterinas e transmamárias), dos 15 aos 30 dias de idade, deve-se por em práctica a desparasitação interna dos cachorros e da mãe e a desparasitação externa da mãe.

Às 6 semanas de idade tem início o processo de primovacinação, isto é, a primeira inoculação.

Às 8 semanas de idade desparasitam-se os cachorros quer interna quer externamente.

Às 9 semanas de idade deve-se aplicar a 2ª inoculação.

Às 12 semanas de idade deve-se aplicar a 3ª inoculação e nova desparasitação (interna e externa) dos cachorros.

Às 16 semanas de idade é inoculada a vacina anti-rábica

As desparasitações internas dos cachorros devem ser mensais até perfazer 6 meses de idade. As desparasitações externas já dependem do método escolhido ou aconselhado. Depois dos 6 meses de idade, a desparasitação interna deverá ser feita de 4 em 4 meses, a não ser que haja contactos dos nossos amigos de companhia com crianças com idade inferior a 5 anos de idade, devendo-se desparasitar então de 3 em 3 meses. Sempre que se aplica a desparasitação interna devemos nos 2 dias seguintes observar com maior atenção as fezes dos nossos animais para verificar a ausência ou presença de parasitas. Note-se que por o seu cão não apresentar parasitas nas fezes não quer dizer que não se encontre parasitado.

A partir dos 6 meses de idade inicia-se a primovacinação contra a Leishmaniose.

As revacinações passam depois a ser aplicadas com uma periodicidade anual. É conveniente respeitar sempre o intervalo de tempo entre vacinas, sobretudo aquando da primovacinação, pois existem reacções esperadas destas que se podem perder se excedermos o prazo que se deve aplicar a vacina seguinte.